{"id":3320,"date":"2018-06-18T14:39:49","date_gmt":"2018-06-18T13:39:49","guid":{"rendered":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/?p=3320"},"modified":"2018-06-18T14:39:49","modified_gmt":"2018-06-18T13:39:49","slug":"as-relacoes-amorosas-falham-porquetu-culpa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/?p=3320","title":{"rendered":"As rela\u00e7\u00f5es amorosas falham porque\u2026tu tens culpa!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As rela\u00e7\u00f5es amorosas falham porque\u2026tu tens culpa!<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A formula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o permitiria desenvolver quase uma tese de doutoramento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas talvez, uma primeira resposta seja: <strong>Por tua culpa.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim, mesmo naqueles casos mais monstruosos em que parece que existe apenas um culpado, que provavelmente deveriam ser recambiado para uma pris\u00e3o na Sib\u00e9ria ao passo que a outra pessoa deveria receber uma indemniza\u00e7\u00e3o vital\u00edcia por danos morais. <strong>E se o falhan\u00e7o de uma rela\u00e7\u00e3o tem sempre contributos pr\u00f3prios a n\u00e3o aprendizagem com esses erros torna o cen\u00e1rio ainda mais desolador.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em primeiro lugar talvez fosse de esclarecer o que s\u00e3o rela\u00e7\u00f5es amorosas: N\u00e3o temos de pensar apenas em namoros ou casamentos. \u00c9 t\u00e3o leg\u00edtima a op\u00e7\u00e3o de quem opta por rela\u00e7\u00f5es de curta dura\u00e7\u00e3o, m\u00faltiplas, com mais ou menos cor, do que quem opta por uma vida assente numa rela\u00e7\u00e3o est\u00e1vel e duradoura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por vezes confundimos tudo: O problema n\u00e3o est\u00e1 em dizermos que a Maria que teve 10 parceiros no \u00faltimo m\u00eas e meio \u00e9 uma gald\u00e9ria ou que a quilometragem do Filipe \u00e9 superior a de uma Ford Transit de 1991 (mesmo muito batida). \u00c9 indiferente chamarmos a Maria de princesa, gald\u00e9ria ou de smoothie de framboesa. \u00c9 um nome. <strong>O que n\u00e3o podemos \u00e9 atribuir menos direitos \u00e0 Maria do que a Rute que tem o mesmo namorado h\u00e1 10 anos.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas aten\u00e7\u00e3o: N\u00e3o sejamos ing\u00e9nuos nem hip\u00f3critas. <strong>A op\u00e7\u00e3o por cada um destes \u201ccampeonatos\u201d tem, obviamente, consequ\u00eancias. Reputacionais, talvez.<\/strong> O ponto \u00e9 que admitimos facilmente que quem \u201cingressa\u201d no campeonato das rela\u00e7\u00f5es duradouras emite uma sinaliza\u00e7\u00e3o negativa a potenciais parceiros nas rela\u00e7\u00f5es de curta dura\u00e7\u00e3o. Acho que j\u00e1 todos pass\u00e1mos por aquela situa\u00e7\u00e3o em que somos abordados de forma mais ou menos insistente mas quando dizemos \u00e0 pessoa que estamos comprometido a pessoa rapidamente se afasta. Mais: Se o namoro est\u00e1 perfeitamente sinalizado e j\u00e1 todas as pessoas conhecem essa rela\u00e7\u00e3o provavelmente as abordagens v\u00e3o sendo cada vez mais escassas. E n\u00f3s, comunidade ocidental monog\u00e2mica, aceitamos isso muito bem. Achamos que isso \u00e9 o normal. E \u00e9.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3322\" src=\"https:\/\/tiagomendonca.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/angry-couple-491342-300x178.jpg\" alt=\"angry-couple-491342\" width=\"300\" height=\"178\" srcset=\"https:\/\/tiagomendonca.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/angry-couple-491342-300x178.jpg 300w, https:\/\/tiagomendonca.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/angry-couple-491342.jpg 590w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o percebo porque somos incapazes de fazer o racioc\u00ednio inverso e, mais que isso, ficamos muito exaltados quando o fazem: <strong>Algu\u00e9m que se dedique bastante tempo no campeonato das rela\u00e7\u00f5es ocasionais est\u00e1 mais longe do campeonato das rela\u00e7\u00f5es amorosas.<\/strong> N\u00e3o \u00e9 discrimina\u00e7\u00e3o nenhuma. \u00c9 s\u00f3 porque os sinais emitidos durante meses ou anos v\u00e3o num determinado sentido. Constru\u00edram uma reputa\u00e7\u00e3o. Que n\u00e3o tem de ser m\u00e1. Por isso, indo direto ao assunto: Cada vez que se investe no campeonato das rela\u00e7\u00f5es ocasionais fica-se mais longe do campeonato das rela\u00e7\u00f5es amorosas duradouras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E podemos ir ainda mais fundo na quest\u00e3o: <strong>Mesmo quando a nossa ideia \u00e9 entrar no campeonato das rela\u00e7\u00f5es duradouras se emitirmos sinais contradit\u00f3rios provavelmente ficamos mais longe dessa rela\u00e7\u00e3o duradoura e n\u00e3o percebemos porqu\u00ea.<\/strong> E aqui, as pessoas voltam a confundir tudo. N\u00e3o tem mal nenhum que a Rita e o Jos\u00e9 decidam dar uma cambalhota no segundo encontro no banco de tr\u00e1s de um Renault Clio verde \u00e1gua. Est\u00e1 tudo bem. Deram a cambalhota hoje, depois de ontem, acidentalmente, se terem conhecido numa confer\u00eancia qualquer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos v\u00e3o pensar: Huum, se o Jos\u00e9 est\u00e1 aqui, no segundo encontro \u2013 o primeiro poss\u00edvel \u2013 a ter uma rela\u00e7\u00e3o sexual comigo, provavelmente far\u00e1 isso com todas. \u00c9 paradoxal, mas \u00e9 assim. Talvez seja at\u00e9 est\u00fapido. Mas muito rapidamente o Jos\u00e9 encaminhou-se para o campeonato das cambalhotas nos segundos encontros e n\u00e3o no campeonato dos namoros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n&nbsp;<br \/>\nO que n\u00e3o tem mal algum: O campeonato dos namoros e dos casamentos tem um conjunto de vantagens: Estabilidade familiar, partilha de riscos, contas a meio, mais intera\u00e7\u00f5es sociais, enfim, numa ideia mais rom\u00e2ntica uma pessoa em todos os momentos e, para quem quer, a hip\u00f3tese de constituir fam\u00edlia a partir de uma base mais est\u00e1vel. O outro campeonato tem vantagens associadas \u00e0 liberdade de n\u00e3o ter que controlar nenhum impulso e de fazer mais vezes o que d\u00e1 na real gana sem grandes ced\u00eancias. <strong>Melhor dos dois mundos: Isso \u00e9 que n\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltando ao segundo encontro \u2013 e \u00e0 cambalhota no Renault Clio \u2013 falemos de aleatoriedade. <strong>N\u00e3o existe uma estat\u00edstica, claro, mas um dos fatores que s\u00e3o mais atentat\u00f3rias do in\u00edcio de rela\u00e7\u00f5es est\u00e1veis \u00e9 a ideia de que tudo come\u00e7ou por uma obra do acaso.<\/strong> Sim, claro que j\u00e1 todos lemos do casal X que se conheceu no Tinder e depois se casou. Mesmo que vivam felizes para sempre, se lemos isso, ou ouvimos isso \u00e9 porque \u00e9 not\u00edcia. Se \u00e9 not\u00edcia \u00e9 porque \u00e9 uma raridade. Porqu\u00ea que \u00e9 uma raridade? Duas raz\u00f5es essenciais: O Tinder assume-se, claramente, como uma plataforma de engates sexuais e por isso a sua presen\u00e7a \u00e9 quase um cart\u00e3o a dizer n\u00e3o quero namorar. Se algu\u00e9m vai l\u00e1 com essa inten\u00e7\u00e3o, vai mal. E depois por esta ideia de ser aleat\u00f3rio: A verdade \u00e9 que o ser humano, tem as suas inseguran\u00e7as. E nunca vai deixar de pensar: Porqu\u00ea eu? A menos que se ache, de facto, a \u00faltima coca-cola do deserto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se eu for a caminho do escrit\u00f3rio e a Sofia, que n\u00e3o conhe\u00e7o de lado algum, me sugerir uma cambalhota matutina, a primeira pergunta \u00e9: Porqu\u00ea eu? Se ela me diz isto a mim, teria dito a qualquer outro tipo \u2013 ou quase \u2013 que passasse aqui a esta hora. Foi aleat\u00f3rio. Como ao tipo que mais r\u00e1pido tivesse feito swipe no Tinder ou que se tivesse chegado \u00e0 frente no Urban. \u00c9 aleat\u00f3rio e por isso pouco compreens\u00edvel para a mente humana. N\u00e3o existiu um per\u00edodo, mesmo que r\u00e1pido e intenso de conhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas 75% das pessoas que se casam divorciam-se. E algumas at\u00e9 estiveram neste campeonato das rela\u00e7\u00f5es s\u00e9rias. Muito bem. Porqu\u00ea?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Porque as pessoas querem, simplesmente, que as outras as amem e com elas se relacionem por decreto-lei.<\/strong> Ai est\u00e1 a raz\u00e3o. N\u00e3o creio que uma rela\u00e7\u00e3o possa funcionar de forma feliz se existir tens\u00e3o e contrariedade permanente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As pessoas pensam, em geral, pouco no que interessa e muito no que n\u00e3o interessa.<\/strong> Acho imperioso que a pessoa tenham os seus pr\u00f3prios crit\u00e9rios. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s rela\u00e7\u00f5es e a tudo. As suas linhas vermelhas inultrapass\u00e1veis. \u00c9 consigo. Ponto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o tem de estar a impedir que a outra pessoa ultrapasse essas linhas. Isso \u00e9 est\u00fapido, \u00e9 hip\u00f3crita, \u00e9 basear uma rela\u00e7\u00e3o numa mentira e \u00e9 prolongar uma agonia. Ah, e \u00e9 perder tempo, em vistorias de telem\u00f3veis e redes sociais. \u00c9 uma parvo\u00edce. Quem quer trair, trai. Ponto final par\u00e1grafo. A \u00fanica coisa que podemos fazer \u00e9 ser os melhores dos melhores para a que pessoa tenha menos vontade de o fazer. Sim, disse menos vontade. O ser humano \u00e9 racional, mas \u00e9 emocional. E como 98% dos outros mam\u00edferos tende para a poligamia. Sim, o teu namorado olhou mesmo para as pernas da nova colega e a tua namorada pensou que sen\u00e3o fosse ter namorado aquele surfista poderia ir surfar outras ondas. \u00c9 normal e at\u00e9 saud\u00e1vel. Sim, n\u00e3o sejamos hip\u00f3critas, tem que existir uma op\u00e7\u00e3o racional, tomada com crit\u00e9rio, sabendo das vantagens e desvantagens. <strong>Se tivermos a sorte de nos relacionarmos com pessoas honestas<\/strong> \u2013 e a honestidade puxa honestidade \u2013 <strong>a pessoa perceber\u00e1 que n\u00e3o pode ter o melhor dos dois mundos e optar\u00e1.<\/strong> Mas aten\u00e7\u00e3o: A certa altura poder\u00e1 optar por mudar de campeonato. E isso n\u00e3o faz dela pior pessoa e conden\u00e1vel a pris\u00e3o perp\u00e9tua. \u00c9 o normal. N\u00f3s s\u00f3 temos que fazer com que a pessoa n\u00e3o se sinta \u201cpara a\u00ed virada\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ver o telem\u00f3vel, controlar as redes sociais, proibir (lol) de ir sair ou de f\u00e9rias com as amigas normalmente \u00e9 perda de tempo e fator de tens\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o. Quebra de confian\u00e7a. Nesse momento em que espiaste o telem\u00f3vel o teu Ricardo ficou mais pr\u00f3ximo de ir ter com a Teresa. E n\u00e3o mais longe.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para uma rela\u00e7\u00e3o resultar, acredito que s\u00f3 num ambiente de plena liberdade e de respeito m\u00fatuo.<\/strong> Cada pessoa faz o que quer. O outro n\u00e3o tem nada a ver com isso. Caso tenha estabelecido as suas linhas vermelhas e crit\u00e9rios viver\u00e1 sempre em paz. No dia em que a Joaninha passar essa linha vermelha a rela\u00e7\u00e3o deve acabar. Com naturalidade e sem dramas. Possivelmente nunca ultrapassar\u00e1 a linha vermelha, \u00e9 a boa not\u00edcia. Especialmente se formos pessoas normais e percebermos que as pessoas eram, que as pessoas t\u00eam impulsos, que as pessoas t\u00eam necessidades v\u00e1rias. Sen\u00e3o formos uns chatos. Se a Clara tem tr\u00eas per\u00edodos de f\u00e9rias por ano porque tem que passar os tr\u00eas comigo? Se a Marta tem um grupo de cinco amigas com quem ia jantar \u00e0s sextas antes de me conhecer porqu\u00ea que tem deixar de ir? Se o Pedro gosta de beber uns copos com o Ra\u00fal porque n\u00e3o o vai fazer? Bem, em todo o caso, a op\u00e7\u00e3o \u00e9 da pr\u00f3pria pessoa: Pode decidir ficar ou n\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o mediante o que o Jo\u00e3o faz ou deixa de fazer. O que n\u00e3o pode nunca, insisto, nunca, \u00e9 moldar o Jo\u00e3o \u00e0s suas linhas vermelhas. <strong>Essa ditadurazinha, essa compress\u00e3o do necess\u00e1rio oxig\u00e9nio da rela\u00e7\u00e3o vai dar molho a muito curto prazo.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por \u00faltimo, as pessoas aprendem pouco com os erros. Em tudo. Tendem a persistir e a repetir erros na expetativa que algo muda.<\/strong> N\u00e3o muda. Admito a constru\u00e7\u00e3o da personalidade at\u00e9 aos 22, 23, 24 anos. Com um pico hormonal ali aos 16,17,18,19 que potencia parvo\u00edces. Muito bem. Depois disso, as pessoas n\u00e3o v\u00e3o mudar radicalmente. Podem fazer mudan\u00e7as, importantes\u2026mas, importantes na sua maneira de ver. Que fa\u00e7am sentido com os seus crit\u00e9rios. N\u00e3o porque s\u00e3o impostas. \u00c9 mais ou menos isto: Se eu pedir \u00e0 Mariana para sair dos escuteiros provavelmente ela vai pedir o meu internamento. \u00c9 est\u00fapido. O que \u00e9 que eu tenho que ver com a Mariana andar nos escuteiros? Se eu lhe pedir que no S\u00e1bado dia 24 n\u00e3o v\u00e1 aos escuteiros porque gostava de fazer aqui um conv\u00edvio com mais uns quantos amigos comuns isso pode ter sentido. Mas mesmo que ela recuse eu s\u00f3 tenho de aceitar e, no final do dia, verificar se isso ultrapassou ou n\u00e3o uma linha vermelha. Numa ideia: O ponto n\u00e3o \u00e9 se o Bruno (j\u00e1 corri os nomes quase todos e come\u00e7a a faltar a imagina\u00e7\u00e3o) olha para as pernas bem torneadas da J\u00e9ssica. Claro que olha. Ou claro que n\u00e3o olha, \u00e9 com ele. Mas em 99,9% olha. O ponto \u00e9 se o Bruno \u00e9 sincero o suficiente para assumir isso \u2013 que devia ser porque isso \u00e9 a coisa mais normal do mundo \u2013 e se a Alexandra \u00e9 suficientemente inteligente para perceber que lhe mandar um caldu\u00e7o e perguntar para onde est\u00e1 a olhar \u00e9 est\u00fapido, demonstra incompreens\u00e3o pelo que \u00e9 a ra\u00e7a humana, n\u00e3o evita que ele olhe e aumentou a tens\u00e3o naquela rela\u00e7\u00e3o contribuindo um pouco mais para o seu fim. Em \u00faltima an\u00e1lise perguntar-se-ia: Qual \u00e9 o mal. \u00c9 profundamente natural que o Bruno olhe e deveria ser profundamente natural que o Bruno o pudesse assumir e at\u00e9 conversar com a sua namorada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas mesmo com rela\u00e7\u00f5es acabadas as pessoas tendem ao seguinte coment\u00e1rio: Eu n\u00e3o fiz nada de mal. A culpa \u00e9 do outro. O outro tinha problemas passados. Tinha rela\u00e7\u00f5es mal resolvidas.<\/strong> A outra era uma gald\u00e9ria. Enfim. Entramos na fase em que a pessoa \u00e9 pior que o guarda nazi. Simplesmente porque optou por outra situa\u00e7\u00e3o. \u00c9 chato, sim. Mas existem pomadas para isso. N\u00e3o se passa para a ofensa gratuita. O falhan\u00e7o de uma rela\u00e7\u00e3o, de uma start-up, de uma associa\u00e7\u00e3o de voluntariado ou da barraquinha de venda de caipirinhas tem uma coisa muito boa: Uma biblioteca fant\u00e1stica com erros cometidos. Deve ser estudada, apreendida e, depois, com base nisso vamos evitar novos erros. A pr\u00f3xima rela\u00e7\u00e3o correr\u00e1 melhor. E ter\u00e1 menos hip\u00f3teses de falhar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Parece dif\u00edcil mas n\u00e3o \u00e9. Respeito pela liberdade individual da outra pessoa, n\u00e3o imposi\u00e7\u00e3o dos nossos valores aos outros e, finalmente, estabelecer bem os nossos crit\u00e9rios e ser assertivo com isso.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As rela\u00e7\u00f5es amorosas falham porque\u2026tu tens culpa! &nbsp; A formula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o permitiria desenvolver quase uma tese de doutoramento. &nbsp; Mas talvez, uma primeira resposta seja: Por tua culpa.\u00a0 &nbsp; Sim, mesmo naqueles casos mais monstruosos em que parece que existe apenas um culpado, que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3321,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[67,110,105],"class_list":["post-3320","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-inspiracao","tag-inspiracao","tag-relacoes-amorosas","tag-tiago-mendonca"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3320","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3320"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3320\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3323,"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3320\/revisions\/3323"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3321"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3320"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3320"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3320"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}