{"id":3248,"date":"2018-06-18T11:26:29","date_gmt":"2018-06-18T10:26:29","guid":{"rendered":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/?p=3248"},"modified":"2018-06-18T12:54:22","modified_gmt":"2018-06-18T11:54:22","slug":"guiao-c-casamento-casa-propria-carro-criancas-curso-carreira-serve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/?p=3248","title":{"rendered":"O Gui\u00e3o C \u2013 Casamento, Casa Pr\u00f3pria, Carro, Crian\u00e7as, Curso e Carreira. A quem serve?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A gera\u00e7\u00e3o dos meus pais (60 anos) foi uma gera\u00e7\u00e3o muito bem-sucedida.<\/strong> Conseguiram coisas muito importantes: \u00c9 a gera\u00e7\u00e3o da mobilidade, com a sa\u00edda das \u201cterras\u201d para explorar oportunidades diferentes nos grandes centros urbanos. \u00c9, talvez, a primeira gera\u00e7\u00e3o \u201cpropriet\u00e1ria\u201d. E, beneficiando da estabilidade proporcionada por carreiras longas e dedicadas \u00e0 mesma empresa puderam como nunca antes investir nos filhos. Trocou-se a ideia de muitos filhos por menos filhos mas com mais \u201cqualidade\u201d. Proporcionaram-nos qualifica\u00e7\u00e3o e aprendizagem como nenhuma outra gera\u00e7\u00e3o tinha tido. Nesse sentido <strong>devo dizer para ser totalmente honesto que, em linhas gerais, o plano dessa gera\u00e7\u00e3o funcionou.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O modelo de felicidade que nos foi apresentado assentou na seguinte premissa: Com mais qualifica\u00e7\u00e3o v\u00e3o ter empregos melhores e ganhar ainda mais dinheiro. <strong>O resto, que j\u00e1 tinha resultado era para manter. O Gui\u00e3o C: Casar, Casa, Carro, Crian\u00e7as, Curso e Carreira.<\/strong> O problema foi que com a epidemia de licenciados perdeu-se o fator diferenciador de ter uma licenciatura. A enorme oferta de m\u00e3o-de-obra muito qualificada fez com que, naturalmente, o pre\u00e7o para trabalhar descesse, isto \u00e9, os sal\u00e1rios fossem mais baixos. E aqui come\u00e7a o paradoxo: A gera\u00e7\u00e3o mais qualificada de sempre \u00e9 a primeira com menos poder de compra que a anterior. Pior, se formos rigorosos, \u00e9 uma gera\u00e7\u00e3o que come\u00e7a no \u201cvermelho\u201d e que s\u00f3 passado muitos anos atingir\u00e1 o breakeven. Quer dizer: Se come\u00e7amos a trabalhar cinco anos mais tarde que a gera\u00e7\u00e3o anterior s\u00e3o cinco anos que n\u00e3o recebemos sal\u00e1rio e que gast\u00e1mos dinheiro (propinas, manuais, etc.). Ou seja: Se tiv\u00e9ssemos arranjado um emprego a receber 600\u20ac l\u00edquidos aos 18 anos, come\u00e7amos 42.000 abaixo de zero (600\u20ac X 14 Meses X 5 anos). Se imaginarmos que investimos (ou os nossos pais investiram) 8.000\u20ac entre propinas, livros, material de escrit\u00f3rio na nossa forma\u00e7\u00e3o come\u00e7amos 50.000\u20ac abaixo. O que quer dizer que se com o curso conseguirmos um emprego a receber 1.100\u20ac l\u00edquidos, s\u00e3o mais 500\u20ac do que o que obter\u00edamos no trabalho sem curso superior. Dividindo os 50.000\u20ac que come\u00e7amos abaixo do zero pelos 500\u20ac de diferen\u00e7a precisamos de 100 meses para chegar ao break-even. Cerca de 8 anos e quatro meses depois atingimos o zero e a partir da\u00ed come\u00e7a o retorno do investimento. Ou seja, se o curso iniciar aos 18 e terminar aos 23 s\u00f3 aos 31 estaremos a come\u00e7ar do zero. Isto quando existe emprego e um emprego que proporcione ganhos de 1.100\u20ac l\u00edquidos. O que est\u00e1 longe de ser a regra. A resposta tem sido, invariavelmente, investir mais e mais em qualifica\u00e7\u00e3o. <strong>Mestrados a banalizarem-se, doutoramento ao alcance de maioria das pessoas.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado <strong>a ideia de carreira n\u00e3o \u00e9 apelativa. Esta \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o da mobilidade.<\/strong> Da liberdade. Da democratiza\u00e7\u00e3o das viagens, do Erasmus, da aldeia global. A gera\u00e7\u00e3o que pela primeira vez pode falar com 5.000 pessoas em poucos anos, visitar alguns pa\u00edses. Que quer experimentar coisas diferentes. Se o curso n\u00e3o se apresentou como solu\u00e7\u00e3o para melhores rendimentos a verdade \u00e9 que a express\u00e3o carreira causa urtic\u00e1ria em muitas pessoas. Este mix de desprendimento relativamente a fazer a mesma coisa todos os dias com taxas de desemprego jovem elevadas e de emprego jovem prec\u00e1rio fora de \u00f3rbita est\u00e1 na base desta corrente empreendedora. Que \u00e9 do melhor que este pa\u00eds tem. Que \u00e9 do melhor que o mundo tem. Porque abala os alicerces de uma sociedade bafienta e de um gui\u00e3o de sociedade que resultou durante muitas dezenas de anos mas que hoje n\u00e3o da resposta aos anseios e expetativas desta gera\u00e7\u00e3o.\n<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Foi-nos dito que comprar casa era a op\u00e7\u00e3o mais sensata. Mas ser\u00e1?<\/strong> Se uma casa for avaliada em 200.000\u20ac terei que dar de entrada 40.000\u20ac e emprestam-me 160.000\u20ac. Pagarei para papeladas uns bons 20.000\u20ac. E depois os 160.000\u20ac que pe\u00e7o emprestados terei que os restituir num empr\u00e9stimo cujo prazo de vencimento acaba nas calendas e a troco de um juro inacredit\u00e1vel. Pagarei, talvez, 260.000\u20ac ao fim de 30 anos. Se juntarmos IMI\u2019s ou condom\u00ednios talvez roce os 300.000 mais a entrada mais a papelada. Talvez por uma casa de 200.000\u20ac pague cerca de 350.000\u20ac para, enfim, ter a minha propriedade aos 60 ou 70 anos. Mas se a ideia \u00e9 liberdade e flexibilidade para fazer qualquer coisa em qualquer lado (por conting\u00eancia \u2013 falta de oportunidades ou por gosto \u2013 desejo de trilhar o mundo) de que me adianta o im\u00f3vel?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O carro j\u00e1 significou, em tempos, s\u00edmbolo de sucesso. Mas hoje quase vomitamos quando olhamos para a A5 \u00e0s seis da tarde.<\/strong> N\u00e3o h\u00e1 estacionamento nas grandes cidades, demoramos horas e horas a fazer pequenos trajetos. Perdemos, facilmente, duas horas por dia no tr\u00e2nsito. 20 horas em 10 dias. 40 horas em 20 dias. S\u00e3o quase dois dias inteiros em cada m\u00eas de trabalho! Se fecharmos os olhos que bom seria irmos de bicicleta ou a p\u00e9 para o trabalho em vez de conduzirmos o carro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3250\" src=\"https:\/\/tiagomendonca.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/denys-nevozhai-191635-unsplash-300x200.jpg\" alt=\"denys-nevozhai-191635-unsplash\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/tiagomendonca.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/denys-nevozhai-191635-unsplash-300x200.jpg 300w, https:\/\/tiagomendonca.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/denys-nevozhai-191635-unsplash-600x400.jpg 600w, https:\/\/tiagomendonca.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/denys-nevozhai-191635-unsplash-768x512.jpg 768w, https:\/\/tiagomendonca.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/denys-nevozhai-191635-unsplash-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/tiagomendonca.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/denys-nevozhai-191635-unsplash-1300x867.jpg 1300w, https:\/\/tiagomendonca.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/denys-nevozhai-191635-unsplash-128x86.jpg 128w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto a casar e \u00e0s crian\u00e7as a verdade \u00e9 que pelo menos a procrastina\u00e7\u00e3o \u00e9 mais evidente. A<strong> emancipa\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas poss\u00edvel muito mais tarde. L\u00e1 para os 30 anos<\/strong>. O casamento enquanto um contrato e os investimentos astron\u00f3micos na boda parece n\u00e3o serem grande atrativo em especial para uma gera\u00e7\u00e3o amante da informalidade. O conhecimento de novas culturas, experi\u00eancias e posicionamentos em face do instituto do casamento assim como o rompimento com um conjunto de preconceitos e dogmas serviram para uma progressiva perda de popularidade do matrim\u00f3nio. O div\u00f3rcio deixou de ser visto como algo \u201cdo outro mundo\u201d para ser encarado como um desfecho relativamente normal \u2013 mesmo que n\u00e3o desej\u00e1vel \u2013 do ciclo de casamento. A verdade \u00e9 que hoje se conhecem 100 x mais pessoas o que faz aumentar as compara\u00e7\u00f5es e, por consequ\u00eancia, a ideia de alternativa. Sobre as crian\u00e7as, estudos indicam investimento na casa dos 200.000\u20ac at\u00e9 aos 21 anos de uma crian\u00e7a. \u00c9 o principal investimento de uma vida. A canaliza\u00e7\u00e3o de uma fatia consider\u00e1vel do provavelmente magro or\u00e7amento de um casal com 30 ou 35 anos (ainda a recuperar o investimento feito em educa\u00e7\u00e3o) \u00e9 desincentivadora. O n\u00famero de filhos por casal tem, tamb\u00e9m por isso, ca\u00eddo a pique. Al\u00e9m disso, voltando ao ide\u00e1rio de mobilidade a verdade \u00e9 que as crian\u00e7as podem desencorajar essa ideia: Por quest\u00f5es de ordem pr\u00e1tica (ir com um filho de dois anos dar uma volta de seis meses \u00e0 \u00c1sia \u00e9 dif\u00edcil) mas tamb\u00e9m por quest\u00f5es financeiras (as despesas fixas aumentam e a necessidade de um rendimento proveniente de um trabalho standard tamb\u00e9m).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existe hoje uma parte substancial desta gera\u00e7\u00e3o que continua a seguir o Gui\u00e3o C. Por \u201cimposi\u00e7\u00e3o\u201d da sociedade, por medo de fazer diferente ou por aus\u00eancia de reflex\u00e3o sobre os caminhos alternativos. Em casos, infelizmente, mais residuais, por op\u00e7\u00e3o de felicidade. Para muitos continua a ser uma loucura pensar de forma diferente e idealizar a vida de forma diferente. <strong>Estas pessoas exigem respeito dos outros pela compreens\u00e3o da op\u00e7\u00e3o por esta escolha de vida. Mas n\u00e3o demonstram, muitas vezes, o mesmo respeito por quem escolhe fazer diferente.<\/strong> Mas o pior est\u00e1 que quem optou por este gui\u00e3o acho que isto seria um plano base. Quer isto e mais qualquer coisa. Quer endividar-se numa casa e num carro mas ter disponibilidade financeira para abrir um neg\u00f3cio. Quer gastar 500.000\u20ac em dois filhos mas quer ir fazer 3 viagens por ano. Seguir este gui\u00e3o C n\u00e3o \u00e9 um plano base: \u00c9 um plano premium.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 t\u00e3o l\u00f3gico seguir o gui\u00e3o c como n\u00e3o seguir.<\/strong> Quem seguir tem vantagens e desvantagens e o mesmo na outra op\u00e7\u00e3o. O ponto de \u201cdepress\u00e3o\u201d est\u00e1 em passado uns tempos considerar-se que o gui\u00e3o c \u00e9 poucochinho. E isso preocupa-me bastante. \u00c9 importante manter alguns fatores protetores que permitam pelo menos fazer algumas trocas a meio caminho. N\u00e3o me querendo meter na decis\u00e3o de celebrar um t\u00edpico casamento monog\u00e2mico com direito a crian\u00e7as cada vez me parece mais que ser\u00e1 prudente uma gest\u00e3o financeira cuidada de forma a poder bater com a porta (se isso trouxer felicidade) \u00e0 carreira. Optar por coisas diferentes. <strong>Talvez nesse plano de prud\u00eancia financeira optasse por evitar endividamento com casa e carro.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que me custa mais \u00e9 a intoler\u00e2ncia da sociedade \u00e0 diferen\u00e7a.<\/strong> A verdade \u00e9 que se uma mulher aos 30 anos n\u00e3o tiver filhos vai ouvir mil vezes a pergunta: Ent\u00e3o e os filhos? Porque n\u00e3o tens filhos? Mas n\u00e3o oi\u00e7o ningu\u00e9m perguntar a uma mulher de 30 anos com um ou dois filhos: J\u00e1 tiveste filhos?? Porqu\u00ea filhos? Isso \u00e9 um grande investimento. Da mesma forma o tipo que aos 30 anos acumula j\u00e1 3 ou 4 experi\u00eancias profissionais ou que se despede uma empresa do estado para ir fazer uma coisa qualquer \u00e9 um maluco. Tem que responder ao question\u00e1rio social para aferir da sua poss\u00edvel inimputabilidade por anomalia ps\u00edquica. <strong>Mas n\u00e3o vejo ningu\u00e9m chamar maluco ao Z\u00e9 que est\u00e1 a trabalhar desde 1988 na mesma empresa.<\/strong> E j\u00e1 n\u00e3o entro nas quest\u00f5es dos relacionamentos pessoais: Quebrado o tabu das rela\u00e7\u00f5es homossexuais, para quando o encarar com normalidade das rela\u00e7\u00f5es polig\u00e2micas ou pelo menos abertas? Ou, mais simplesmente, algu\u00e9m que quer ficar \u201csozinho\u201d o resto da vida? Mais decisivamente, para quando encarar-se com normalidade a op\u00e7\u00e3o por uma forma\u00e7\u00e3o alternativa \u00e0 acad\u00e9mica? Mais profissional ou mais art\u00edstica?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Todas as pessoas devem ser livres para optar. Eu c\u00e1 por mim prefiro o Gui\u00e3o L: Liberdade!<\/strong<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A gera\u00e7\u00e3o dos meus pais (60 anos) foi uma gera\u00e7\u00e3o muito bem-sucedida. Conseguiram coisas muito importantes: \u00c9 a gera\u00e7\u00e3o da mobilidade, com a sa\u00edda das \u201cterras\u201d para explorar oportunidades diferentes nos grandes centros urbanos. \u00c9, talvez, a primeira gera\u00e7\u00e3o \u201cpropriet\u00e1ria\u201d. 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