{"id":3069,"date":"2016-11-28T21:46:21","date_gmt":"2016-11-28T21:46:21","guid":{"rendered":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/?p=3069"},"modified":"2017-04-28T12:12:56","modified_gmt":"2017-04-28T12:12:56","slug":"amor-ou-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/?p=3069","title":{"rendered":"Amor ou &#8220;Amor&#8221;?"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">Como ponto pr\u00e9vio acredito que ningu\u00e9m possa estar numa rela\u00e7\u00e3o sen\u00e3o estiver bem consigo pr\u00f3prio. Existem imensas val\u00eancias importantes na vida de uma pessoa: Satisfa\u00e7\u00e3o no trabalho, um s\u00f3lido grupo de amigos, estabilidade familiar, sucesso, sobretudo sa\u00fade. O relacionamento com essa pessoa parte de uma perspetiva de acrescentar algo mais. Uma nova camada num bolo por si s\u00f3 j\u00e1 bastante bom. Uma camada importante, saborosa. Mas uma camada.<br \/>\nAcredito que uma rela\u00e7\u00e3o amorosa se possa traduzir matematicamente de forma simples:<br \/>\n1+1=3.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">As pessoas conservam todas as coisas simples que tinham em per\u00edodo anterior ao namoro e acrescentam um espa\u00e7o comum de coisas fant\u00e1sticas que s\u00e3o para ser partilhadas. De um ponto de vista mais rom\u00e2ntico o pr\u00f3prio amor. De um ponto de vista mais sexual a troca de presta\u00e7\u00f5es sexuais (o prazer m\u00fatuo). De um ponto de vista mais econ\u00f3mico as economias de escala (renda partilhada) e a mitiga\u00e7\u00e3o de riscos (por exemplo em caso de desemprego). De um ponto de vista social um conhecimento dos amigos do parceiro\/a. Enfim, para alguns que assim o desejam, os filhos.<br \/>\nO problema \u00e9 que muito se esquecem disso. Fico apavorado quando vejo por a\u00ed a bandeira que se d\u00e1, por exemplo no facebook, das rela\u00e7\u00f5es. Choca-me. Quase sempre se cai no erro da possess\u00e3o. Como se de uma coisa se tratasse. A pr\u00f3pria express\u00e3o o meu namorado ou a minha namorada arrepia-me. Porque n\u00e3o: A Joana, a Rute, a Lurdes, o Ant\u00f3nio, o D\u00e1rio, o Filipe. As pessoas n\u00e3o s\u00e3o de ningu\u00e9m. Est\u00e3o com algu\u00e9m.<br \/>\nEssa possess\u00e3o \u00e9 motivada sobretudo por duas raz\u00f5es: Medo e sobrevaloriza\u00e7\u00e3o do sexo.<br \/>\nJ\u00e1 aqui volto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Vejo por a\u00ed fotos de perfil conjuntas, vejo por a\u00ed marca\u00e7\u00f5es homem-a-mulher constantes em tudo o que \u00e9 publica\u00e7\u00e3o, vejo que ningu\u00e9m pode ir a um jantar sem o outro ir atr\u00e1s, vejo que \u00e9 impens\u00e1vel que algu\u00e9m v\u00e1 fazer uma viagem s\u00f3 com uma amiga, vejo que \u00e9 impens\u00e1vel que o namorado troque umas mensagens com uma amiga. Existe uma esp\u00e9cie de regulamento interno. De normas de conduta que devem ser respeitadas. E que, invariavelmente, conduzem a um afunilamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Esse afunilamento leva a que o resultado da soma 1+1 cada vez se aproxime mais do 2 do que do 3. O espa\u00e7o comum do amor est\u00e1 agora a come\u00e7ar a consumir o espa\u00e7o pr\u00f3prio de cada um.<br \/>\nTorna-se impens\u00e1vel dar duas horas ao Benfica no dia dos namorados e n\u00e3o ir jantar com a namorada. Que loucura. \u00c9 imposs\u00edvel que algu\u00e9m passe o dia inteiro de folga nos escuteiros enquanto o parceiro esteja em casa. \u00c9 grav\u00edssimo. E se for ir jantar com dois amigos com quem se trabalhou e chegar-se \u00e0s tantas com um grau moderado de alcoolemia? Ui, ui, ui que temos o caso mal parado.<br \/>\nNormalmente d\u00e1 merda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">As pessoas acham que por fazerem um controlo, uma marca\u00e7\u00e3o cerrada podem evitar que o seu pior medo suceda. Ficarem sem a pessoa que \u201camam\u201d. Bem, n\u00e3o \u00e9 bem a pessoa que conheceram. \u00c9 a pessoa que moldaram \u00e0quela rela\u00e7\u00e3o. J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o tipo brincalh\u00e3o que jogava futebol com os amigos \u00e0s quintas, n\u00e3o \u00e9 rapariga que ia ao teatro com as amigas \u00e0 sexta. \u00c9 outra coisa qualquer. Normalmente as rela\u00e7\u00f5es acabam com a seguinte frase: \u201cJ\u00e1 n\u00e3o sinto o mesmo\u201d, ou \u201cJ\u00e1 n\u00e3o \u00e9s a pessoa que eu conheci!\u201d. Pudera!<br \/>\nMas parte-se de uma premissa totalmente errada. De que o controlo e a monitoriza\u00e7\u00e3o conduz a resultados que desejamos. Isso \u00e9 a maior mentira.<br \/>\nVamos ser honestos: O impulso biol\u00f3gico \u00e9 a poligamia. Isso est\u00e1 provado. A monogamia \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o social. Em que algu\u00e9m oferece a sua fidelidade como s\u00edmbolo de um compromisso, de que \u00e9 digno de confian\u00e7a em troca de fidelidade rec\u00edproca. A monogamia exige esfor\u00e7o. N\u00e3o se pode querer o melhor dos dois mundos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">E \u00e9 por exigir esfor\u00e7o que deve ser aplaudida. E n\u00e3o imposta. Existe uma \u00fanica forma da pessoa ser monog\u00e2mica: Percebendo de forma evidente que a pessoa com quem est\u00e1 \u00e9 a melhor. Se essa pessoa for a melhor certamente que n\u00e3o se ir\u00e1 procurar fora o que se tem dentro (n\u00e3o estou a falar de sexo, estou a falar de rela\u00e7\u00f5es emocionais). E, se essa pessoa for a melhor, mesmo que se procure fora vai se chegar \u00e0 conclus\u00e3o que mais valia ter estado quieto.<br \/>\nA \u00fanica coisa que quem ama pode fazer \u00e9 esfor\u00e7ar-se diariamente por ser o melhor namorado\/concubino\/unido de facto\/marido do mundo. \u00c9 isso que tem de fazer. Tem de fazer porque ama a outra pessoa e a quer ver feliz e porque \u00e9 de facto a \u00fanica coisa que pode evitar que se consome os nossos medos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Mas sobre o medo temos de ressalvar: O maior medo dos casais \u00e9 que o parceiro d\u00ea uma pinada \u00e0 ter\u00e7a \u00e0 tarde com outra pessoa. Esse \u00e9 o derradeiro medo. O que ser\u00e1 que acontece ao mundo se a Joana numa ter\u00e7a feira solarenga se resolver amantizar com o Norberto. Se isso acontecer \u00e9 uma penalidade grav\u00edssima. Com direito a expuls\u00e3o, a div\u00f3rcio e a mandar o sof\u00e1 pela janela. Mas, se a Joana trocar mensagens e procurar apoio emocional no Rui, se preferir a companhia do Rui e, provoquemos, se enquanto tem rela\u00e7\u00f5es sexuais com o seu marido estiver a pensar no Rui, j\u00e1 n\u00e3o tem problema. Afinal n\u00e3o traiu. Mesmo que apenas n\u00e3o tra\u00eda porque simplesmente n\u00e3o consegue ou n\u00e3o tem com quem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Estou com uma namorada h\u00e1 muitos anos. \u00c9 uma pessoa fundamental na minha vida. N\u00e3o me imagino a viver sem ela. Logicamente tenho medo que um dia a perca. Tive medo quando h\u00e1 um ano atr\u00e1s foi mordida por um macaquinho n\u00e3o fosse ter apanhado uma doen\u00e7a grave. Tive medo h\u00e1 umas semanas quando teve um in\u00edcio de pneumonia. Tive medo quando eu estive internado de n\u00e3o ter hip\u00f3tese de gozar as coisas boas da vida com ela.<br \/>\nO meu medo n\u00e3o \u00e9 que ela num fim-de-tarde invernoso tenha vontade de ter rela\u00e7\u00f5es sexuais com um surfista de cabelo descolorado. Um tipo com um m\u00ednimo de autoconfian\u00e7a (que todos devemos ter sejamos altos ou baixos, gordos ou magros, morenos ou loiros, etc.) dir\u00e1 ela \u00e9 que perde. O melhor est\u00e1 aqui. E \u00e9 isso mesmo. A mim n\u00e3o me incomoda particularmente a ideia de eu estar a dar uma confer\u00eancia na Argentina e dela ter uma rela\u00e7\u00e3o sexual com esse surfista de cabelo descolorado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">A mim o que me incomoda \u00e9 que sei que se ela fizesse isso, tendo em conta o seu padr\u00e3o de valores e a maturidade dos quase 30, significaria, muito provavelmente que gostava mais dele do que de mim. Que preferiria ir ao sushi com ele ou que queria ir ver um filme lamechas qualquer com ele. Isso seria terr\u00edvel. Um rude golpe mas com a perce\u00e7\u00e3o de que tamb\u00e9m significaria que eu n\u00e3o tinha sabido ser o melhor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Se as coisas n\u00e3o tivessem ligadas, e me perguntassem: Preferes que a tua namorada troque um boa noite querido todas as noites com o Rui, v\u00e1 ao cinema de m\u00e3o dada ver uma com\u00e9dia qualquer com o Bertino ou tenha uma rela\u00e7\u00e3o sexual com o Jason, um surfista norte-americano que nunca mais ver, n\u00e3o hesitaria em escolher a terceira. Mas vejo muita gente que acha que n\u00e3o. Que ir almo\u00e7ar todos os dias com a colega e falar de todo e qualquer tema \u00e9 impec\u00e1vel (e pode, realmente, n\u00e3o significar nada) mas que uma rela\u00e7\u00e3o com um acompanhante de luxo em Las Vegas que nunca mais vais ver \u00e9 grav\u00edssimo.<br \/>\nTenho a certeza absoluta que se lhe perguntasse em rela\u00e7\u00e3o a mim ela diria o mesmo.<br \/>\nN\u00e3o com o Jason!Irra.Mas com uma Jennifer desta vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">As pessoas quando se relacionam ao lado desse sentimento de superioridade, possess\u00e3o, ci\u00fame doentio e, aqui e ali, algum machismo, enfiam-se numa esp\u00e9cie de c\u00e1psula. Fechada. Sem ar. As rela\u00e7\u00f5es s\u00f3 funcionam com ar. Com flexibilidade. Com a perce\u00e7\u00e3o de que somos mais uns para ajudar \u00e0 felicidade daquela pessoa. No mesmo patamar de alguns familiares, dos amigos, do Glorioso, dos Escuteiros, do teatro com as amigas, da viagem a Bali com uma grande amiga, sim, da ida a uma casa de prostitutas numa qualquer despedida de solteiro.<br \/>\n\u00c9 que amar \u00e9 uma coisa e \u201camar\u201d \u00e9 outra.<br \/>\nE se a coisa der para o torto? As pessoas t\u00eam todas uma certa miopia. 75% dos casamentos contra\u00eddos agora d\u00e3o em div\u00f3rcio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Mas o meu nunca dar\u00e1! Eu sou especial. Claro que podemos ter fatores protetores que nos podem dar uma maior possibilidade de \u201csobreviv\u00eancia\u201d. A flexibilidade, o respeitar o espa\u00e7o do outro, a luta di\u00e1ria para ser melhor, a perce\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o temos de ser o centro da outra pessoa, o abandono de ideias como a possess\u00e3o. Se fizermos isso temos mais chances. E, claro, se respeitarmos a outra pessoa. Se simplesmente n\u00e3o fizermos \u00e0 outra pessoa aquilo que n\u00e3o queremos que essa pessoa nos fa\u00e7a. Se compreendermos. Se conversarmos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Se a coisa der para o torto vamos precisar de todas as fatias do bolo. Da fam\u00edlia, dos amigos, do nosso trabalho, de sa\u00fade, dos nossos livros, das nossas viagens, das nossas coisas. Se nos encasularmos numa rela\u00e7\u00e3o mandamos isso tudo \u00e0 fava (menos a sa\u00fade talvez). Quando precisarmos (precisamos sempre, mas mais decisivamente) dessas camadas onde \u00e9 que elas est\u00e3o? Que legitimidade terei eu para exigir a um amigo que simplesmente nunca mais quis ver porque tinha namorada que agora deixe a sua em casa para vir beber uma cerveja comigo e para eu desabafar?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">As pessoas preocupam-se demasiado com o facto do Rodolfo ter nos \u00faltimos tr\u00eas contactos do Messenger raparigas ou da N\u00e1dia ter uma conversa arquivada no Whatsapp com o Rodrigo. Mas preocupam-se pouco com o facto da N\u00e1dia andar triste porque prometemos ir ao cinema h\u00e1 tr\u00eas semanas mas a merda do emprego consome-nos o tempo todo e nunca vamos. Estamos nas tintas para o facto do Rodolfo valorizar que visitemos a sua fam\u00edlia mas exigimos saber que cheiro a perfume \u00e9 aquele no seu casaco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Fotos de perfil, marca\u00e7\u00f5es constantes com coment\u00e1rios em todas as fotos que o companheiro mete, vasculhar o telem\u00f3vel, estar presente em tudo o que \u00e9 jantar dos amigos da outra pessoa, apenas ir a coisas se a mulher acompanhar, exigir que n\u00e3o existam conversas no Messenger\u2026\u00e9 rid\u00edculo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">N\u00e3o vou dizer nomes mas existe uma rela\u00e7\u00e3o que para mim \u00e9 um modelo. Um modelo de compreens\u00e3o, de verdadeiro amor, de celebra\u00e7\u00e3o, de gozar as coisas boas da vida. E de modernidade. De flexibilidade. Para mim, do que conhe\u00e7o, a rela\u00e7\u00e3o que se aproxima mais da perfei\u00e7\u00e3o (perfeito n\u00e3o \u00e9 nunca discutir, n\u00e3o \u00e9 nunca ter uma crise de ci\u00fames). Uma rela\u00e7\u00e3o para a frente. Do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">As pessoas em causa t\u00eam entre 70 e 80 anos.<br \/>\nVejo a\u00ed malta com 20\u2019s e 30\u2019s que \u00e9 uma tristeza. Coisas um bocado sovietizadas. A rela\u00e7\u00e3o entre um agente da PIDE e com uma fiscal da EMEL. Rid\u00edculo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como ponto pr\u00e9vio acredito que ningu\u00e9m possa estar numa rela\u00e7\u00e3o sen\u00e3o estiver bem consigo pr\u00f3prio. Existem imensas val\u00eancias importantes na vida de uma pessoa: Satisfa\u00e7\u00e3o no trabalho, um s\u00f3lido grupo de amigos, estabilidade familiar, sucesso, sobretudo sa\u00fade. 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