{"id":3005,"date":"2016-11-28T19:12:17","date_gmt":"2016-11-28T19:12:17","guid":{"rendered":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/?p=3005"},"modified":"2017-04-28T12:50:06","modified_gmt":"2017-04-28T12:50:06","slug":"as-aparencias-importam-claro-que-sim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/?p=3005","title":{"rendered":"As apar\u00eancias importam? Claro que sim."},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">Cria a tua pr\u00f3pria marca e escolhe ca\u00e7ares em vez de seres ca\u00e7ado.<br \/>\n\u00c9 verdade que as apar\u00eancias podem iludir e que, muitas vezes, quando conhecemos com maior profundidade uma pessoa ficamos com uma opini\u00e3o completamente diferente daquela que formul\u00e1mos inicialmente, seja em sentido positivo ou negativo. Mas, convenhamos, com que percentagem de pessoas \u00e9 que temos a oportunidade de, verdadeiramente, aprofundar o conhecimento? E, num outro plano, essa vontade de aprofundamento n\u00e3o deriva desse primeiro contacto? Parece que sim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Se pensarmos no n\u00famero de pessoas que realmente nos conhece chegaremos \u00e0 conclus\u00e3o que talvez n\u00e3o sejam muito mais do que os dedos de uma m\u00e3o. Pelo menos no meu caso. Mas se pensar em quantas pessoas estabeleci contacto, mais ou menos profundo, ou at\u00e9 trabalhei, nos \u00faltimos dois ou tr\u00eas anos, verifico que s\u00e3o largas centenas.<br \/>\nNesse sentido a maioria das pessoas com que nos vamos relacionar imp\u00f5e um conhecimento meramente superficial. A verdade \u00e9 que na maior parte das rela\u00e7\u00f5es que estabelecemos estamos naquilo que \u00e9 designado em Economia por assimetria informativa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">1. Quando vamos a uma entrevista de trabalho n\u00f3s sabemos tudo de n\u00f3s e o nosso recrutador n\u00e3o sabe nada;<br \/>\n2. Quando nos queixamos de uma dor a um m\u00e9dico n\u00f3s n\u00e3o fazemos ideia de como resolver o problema e o m\u00e9dico (espera-se!) sabe;<br \/>\n3. Quando levamos um problema a um advogado n\u00e3o sabemos nada relativamente \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o legal do problema e o advogado (tem dias\u2026) sabe;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Nestes tr\u00eas casos estamos em assimetria informativa. No primeiro, n\u00f3s temos toda a informa\u00e7\u00e3o e o nosso interlocutor nenhuma informa\u00e7\u00e3o. No segundo e terceiro exemplo, invertem-se os pap\u00e9is.<br \/>\nComo se combate ent\u00e3o a dita assimetria informativa? Atrav\u00e9s da sinaliza\u00e7\u00e3o. N\u00f3s temos de sinalizar junto das pessoas a nossa personalidade. No primeiro caso, atrav\u00e9s do curriculum onde procuramos sintetizar toda a nossa vida no m\u00e1ximo de duas p\u00e1ginas e, tamb\u00e9m, com uma entrevista de trabalho. No fundo, trata-se de algu\u00e9m nos contratar n\u00e3o por aquilo que conhece de n\u00f3s mas por aquilo que n\u00f3s lhe demos a conhecer. Pelo que n\u00f3s sinaliz\u00e1mos.<br \/>\nO mais poderoso mecanismo de sinaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o deixa de ser o efeito de reputa\u00e7\u00e3o. N\u00f3s se procurarmos um m\u00e9dico tentamos sempre ver se ele \u00e9 especialista, se tem um bom curriculum, enfim, tomamos uma op\u00e7\u00e3o com base naquilo que o m\u00e9dico sinalizou. No advogado a mesma coisa. Provavelmente ningu\u00e9m procurar\u00e1 um m\u00e9dico-cirurgi\u00e3o que tem fama de ser um trapalh\u00e3o ou um advogado que \u201cperde\u201d todos os processos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Nas rela\u00e7\u00f5es pessoais como discutia no outro dia tamb\u00e9m \u00e9 assim. A verdade \u00e9 que as intera\u00e7\u00f5es que a pessoa vai tendo ao longo da vida sinalizam determinado tipo de personalidade. Se o leitor tivesse que escolher entre duas pessoas, em apenas 30 segundos, sem poder fazer perguntas, com qual gostaria de casar, sendo que na mesa A estava uma pessoa com um passado de infidelidades, casamentos falhados e rela\u00e7\u00f5es ocasionais em catadupa, provavelmente optaria pela pessoa da mesa B. Mesmo que no final do dia, a primeira escolha tivesse sido a mais acertada.<br \/>\nQuando n\u00f3s selecionamos determinados produtos relativamente a outros muitas vezes tomamos essa decis\u00e3o com base na marca. Existem, verdadeiramente, marcas que nos tranquilizam. E quando penso em marcas n\u00e3o penso na Coca-Cola ou na Levis. Penso tamb\u00e9m em pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Quando o Dr. Lobo Antunes faleceu vi uma cr\u00f3nica, n\u00e3o me recordo agora de quem, que dizia basicamente que mesmo pessoas que estavam num estado muito grave, sempre que se dizia \u00e0 fam\u00edlia que \u201cMas olhe que o seu familiar vai ser acompanhado pela equipa do Dr. Lobo Antunes\u201d era como se uma r\u00e9stia de esperan\u00e7a, um novo \u00e2nimo surgisse. Porqu\u00ea? Claro, pela sua extraordin\u00e1ria reputa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">No meu projeto a WE HELP. YOU WIN. at\u00e9 Setembro de 2015 eu era \u201capenas\u201d licenciado pela FDL e a partir da\u00ed tornei-me mestre com 18 valores por essa faculdade. A reputa\u00e7\u00e3o disparou. Sentiu-se. No fundo ser mestre pela FDL com 18 valores \u00e9 algo bastante raro (sem pretensiosismo). Isso sinaliza conhecimento e de certa forma tranquiliza as pessoas pois sabem que (em princ\u00edpio :)) est\u00e3o em m\u00e3os competentes.<br \/>\nChegados aqui torna-se importante sublinhar a necessidade de construir uma poderosa marca pessoal. Dizia Jay-Z quando lhe perguntaram qual era o seu neg\u00f3cio, que o neg\u00f3cio era ele pr\u00f3prio. E assim \u00e9. Como um bom ou mau come\u00e7o<br \/>\n(aparentemente foi bom) a verdade \u00e9 que a marca Kardashian \u00e9 hoje das mais poderosas do mundo. Ao ponto de uma das irm\u00e3s esgotar os produtos da sua marca em 30 minutos. Claro que a marca pode rapidamente desvanecer-se: Veja-se o que se passou com Tiger Woods, com Lance Armstrong ou, por c\u00e1, com o decl\u00ednio de Ricardo Salgado. Essa marca pessoal deve ser trabalhada e alimentada todos os dias. A reputa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil de conseguir e muito f\u00e1cil de perder.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Creio que todas as pessoas deveriam olhar para si pr\u00f3prias e pensarem: De que forma posso eu contribuir no contexto da divis\u00e3o do trabalho? Em que \u00e9 que eu sou o melhor de todos? Como posso suprir de forma absolutamente excecional determinada necessidade existente? No fim, qual \u00e9 a raz\u00e3o pela qual eu sou uma oferta de valor irresist\u00edvel? Quando se perceber isso, percebe-se tudo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Nesse momento poderemos deixar de perder tempo a explicar a uma grande empresa porque nos deve dar a oportunidade de trabalharmos para eles e, pelo contr\u00e1rio, devemos investir o nosso tempo em explicar porque \u00e9 que estamos dispostos a trabalhar com eles. Esta mudan\u00e7a de mentalidade \u00e9 tudo. Far\u00e1 algum sentido pessoas degladiarem-se por um est\u00e1gio n\u00e3o remunerado, por exemplo?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Essa constru\u00e7\u00e3o de uma marca pessoal \u00e9 fundamental e \u00e9 di\u00e1ria. E tem m\u00faltiplas interpenetra\u00e7\u00f5es. As rela\u00e7\u00f5es pessoais que constitu\u00edmos, os nossos hobbies, as viagens que fazemos, os projetos que abra\u00e7amos, os cursos que fazemos, tudo isso serve para construir a marca Tiago, ou a marca Mariana, ou a marca Jorge ou a marca Filipa.<br \/>\nQuanto mais reputada for essa marca mais hip\u00f3teses teremos. E as pessoas com quem vamos interagir \u2013 seja no plano pessoal, seja profissional \u2013 fazem-no por essa marca que criamos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Com as redes sociais n\u00e3o h\u00e1 desculpas. \u00c9 f\u00e1cil de criarmos e apostarmos na nossa marca.<br \/>\nFrank Underwood, a m\u00edtica personagem do House of Cards, soberbamente interpretada por Kevin Spacey, afirma muitas vezes: Ca\u00e7ar ou ser Ca\u00e7ado. \u00c9 um pouco isso. Se o Sr. Belmiro de Azevedo pode estar na sua cadeira a convidar pessoas a provarem porque merecem uma oportunidade, tu tamb\u00e9m podes chegar a um escrit\u00f3rio de advogados e fazer o mesmo. Mostrares-lhe o que t\u00eam eles a ganhar em contratarem-te. Inverteres as posi\u00e7\u00f5es. Escolheres tu o que queres fazer e n\u00e3o o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Para quem ache muito dif\u00edcil pense que \u201cmetade do mundo\u201d est\u00e1 nessa posi\u00e7\u00e3o. Quando vamos a um caf\u00e9 \u00e9 essa pessoa que est\u00e1 passivamente \u00e0 espera que entres e que agarres a oportunidade que ela te deu de pagares para teres aquele servi\u00e7o. Ela n\u00e3o te persegue na rua a implorar que lhe compres um caf\u00e9. E vais mais a um caf\u00e9 do que a outro pela sua marca. Alicer\u00e7ada em reputa\u00e7\u00e3o. E na sinaliza\u00e7\u00e3o que te vai passando. Porque no in\u00edcio tinhas zero de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Ca\u00e7ar ou ser ca\u00e7ado? \u2013 A escolha \u00e9 tua.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cria a tua pr\u00f3pria marca e escolhe ca\u00e7ares em vez de seres ca\u00e7ado. \u00c9 verdade que as apar\u00eancias podem iludir e que, muitas vezes, quando conhecemos com maior profundidade uma pessoa ficamos com uma opini\u00e3o completamente diferente daquela que formul\u00e1mos inicialmente, seja em sentido positivo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3144,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[63,36,66,74,48],"class_list":["post-3005","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-empreendedorismo","tag-carreira","tag-empreendedorismo","tag-emprego","tag-marca-pessoal","tag-trabalho"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3005","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3005"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3005\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3145,"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3005\/revisions\/3145"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3144"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3005"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3005"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tiagomendonca.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3005"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}